terça-feira, 1 de novembro de 2016

CADÊNCIA FRÍGIO



O modo Frígio é o terceiro dos oito modos eclesiásticos, o modo Autentico em Mi. Modo Frígio costuma ser usado como uma expressão abrangente para composições polifônicas do Renascimento e do Barroco cuja sonoridade final é uma tríade em Mi Maior, estabelecida por uma cadência Frígia, e dentro do âmbito Frígio ou Hipofrígio.
Uma Cadência FRÍGIA é aquela em que a parte mais grave atinge a nota final ou Tônica por um semitom (a parte de uma assim chamada "sensível superior"), enquanto a parte mais aguda normalmente sobe um tom inteiro para atingir a final ou Tônica; a Cadência imperfeita em tonalidade menor, comum no final de movimentos lentos do período Barroco.

Têxto extraído - Dicionário GROVE de Música

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

NOMOS - COMPOSIÇÕES FIXAS - Poesia Lírica


                           

NOMOS - A poesia lírica exige uma música invariável, como a de nossas melodias e canções. Essas composições fixas têm o nome de NOMOS, palavra que, em sua acepção corrente, designa algo fixo e determinante, uma lei, uma tradição. Vário tipos de Nomos eram praticados:
- Nomos Citaródicos: cantor acompanhando-se à Cítara (ele é o próprio citaredo):
- Nomos Aulódicos: cantor acompanhado por um tocador de Aulo, ou Auleta:
- Nomos Píticos: aulo solo; verdadeiro quadros musicais, como serão mais tarde as canções de Janequin, esses nomos evocam as peripécias do combate de Apolo contra o Píton;
- Nomos Coródicos: Coros.
A se julgar pela rítmica da poesia lírica dos séculos VII e VI a.C., era certamente na canção popular dançada que Terpandro e Safo, Álcman e Estesícoro buscavam sua inspiração musical.

Ref. textos extraídos - Livro - História Universal da Música
                                  autor - Roland de Candé

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

LIRA OU KÍTARIS



LIRA ou KÍTARIS - Instrumento de cordas dos diletantes, cuja importância foi considerável na Antiguidade. Inicialmente com quatro cordas, teve em seguida sete no seculo VIII a.C., e onze século V a.C.
A Lira era o instrumento de Apolo e, com o nome de phorminx, o dos poemas homéricos.
As células características das 4 notas do "tetracordes" que correspondem aos elemenos básicos do sistema grego são às 4 notas da Lira antiga. 
A denominação dos diferentes graus era provavelmente inspirada na das cordas correspondentes da Lira. Cada grau era designado por seu nome, associado ao de seu tetracorde.

Ref. Textos extraídos - livro - HISTÓRIA UNIVERSAL DA MÚSICA
                                           Roland de Cand

terça-feira, 25 de outubro de 2016

ESCALAS - GRÉCIA ANTIGA


a)- no Doristi (Mi a Mi) e em cada um dos tetracordes do GSP (Grande Sistema Perfeito), a nota que chamamos de "sensível" está acima e não abaixo da final, criando uma atração para o grave. A inclinação da melodia antiga parece, descendente;
b)- As cordas da Lira eram contadas do Agudo para o Grave. Ainda hoje, chama-se a 4ª corda de um violino ou de um violoncelo a corda mais Grave;
c)  O sistema de notação sugere a ordem descendente.

Ref.- Extraído livro : História Universal da Música - Roland de Candé

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

MODOS GREGOS E TONS DA IGREJA

         

AUTÊNTICO (Ré a Ré) - seu relativo PLAGAL - (Lá a Lá)
       "            (Mi a Mi)  -   "      "           "        - (Si a Si)
       "             (Fá a Fá) -   "      "           "        - (Do a Do)
       "             (Sol a Sol -  "      "           "        - (Ré a Ré)
Eram numerado aos pares de derivador e derivado:

Protus    - (primeiro) -     Autêntico  (Ré a Ré)    - Protus     Plagal (Lá a Lá);
Déuterus - (segundo) -        "           (Mi a Mi)    - Déuterus     "      (Si a Si);
Tritus      - (terceiro)  -        "           (Fá a Fá)    - Tritus           "     (Do a Do);
Tétradus - (quarto)    -        "           (Sol a Sol)  - Tétradus      "      (Ré a Ré);  

Entre os Modos Gregos e os Tons da Igreja existem duas (2) diferênças:
- Nos Tons da Igreja eles já são considerados Ascendentemente com o Repouso no Grave.Talvez em virtude da predominância da melodia sôbre o rítmom tenha levado os cristãos a observar com psicologia mais hábil o dinamismo dos sistemas;
- Além dessa diferênça na Tônica, outro gráu principia dominando no Tom, é o som da sustrentação (chamado Tenor) sôbre o qual se entoa a maior parte das sílabas do texto na qual o som Tenor funciona que-nem a Dominante da Harmonia.
   

terça-feira, 18 de outubro de 2016

MÚSICA NA ANTIGUIDADE

Pouquíssimos sabemos da música da antiguidade. Fizeram-se reproduções de instrumentos e até de orquestras inteiras. Fizeram-se, também, medições para se conhecer a consonância dos instrumentos, contarm-se as cordas das liras e harpas, os orifícios dos instrumentos de sopro, precurssores das nossas flautas, oboés e trompetes, e estudou-se o efeito dos instrumentos de percussão. Mas não sabemos como era a música.
Temos conhecimento de um sábio chinês, Ling Lumm que por volta de 2500 a.C., ordenou os cinco (5) tons da música oriental, explicou-os, sistematizou-os e deu-lhes nomes estranhos. Cada um tinha o nome de uma classe social, desde o Imperador até o camponês.
Cinco (5) tons, em vez dos doze (12) tons que representam hoje o nosso sistema de música, a Escala Pentatônica, como se diz em grego, está surpreendentemente divulgada na terra inteira: na China, no Japão, na América, na Groelândia, e at[e na Europa.
Aina hoje os cinco (5) tons são característicos em grande parte do Oriente.
Ref.:- (extraído-livro)
História universal da Música-Kurt Pahlen

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

TETRACORDES - DIATÔNICO-CROMÁTICO-ENHARMONICO



O tetracorde cromático era formado por um intervalo de terça menor e dois intervalos de semitom; o tetracorde enarmônico tinha um intervalo de terça maior e dois de quarto-de-tom. O tetracorde diatônico variava de acordo com a posição do semitom, formando os subtipos dórico (semitom na base, de origem grega), frígio (semitom no centro, de origem asiática), e lídio (semitom no alto). A justaposição de dois tetracordes, ao que consta concebida por Terpandro de Lesbos, formava uma harmonia - não no sentido atual de sons simultâneos. Os tetracordes podiam, assim, ser conjuntos ou disjuntos.