terça-feira, 10 de maio de 2016

ORGANUM - PARALELOS E OBLÍQUOS


ANTIGOS MOVIMENTOS PARALELOS E OBLÍQUOS

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ORGANUM

GUIDO D'AREZZO ocupa-se do ORGANUM ANTIGO e o inglês JOHN COTTON, ocupa-se em certa medida do ORGANUM NOVO
-Um manuscrito inglês chamado "Winchester Troper", prova que o Movimento Contrário estava sendo rápidamente combinado com os Antigos Movimentos PARALELOS e OBLÍQUOS.
Embora, para nós, as 3ªs Maior e menor, sejam inteiramente Consonântes, para o público Medieval mais antigos elas eram Dissonantes.
As 6ªs Maior e menor eram sentidas como sendo ainda mais Dissonantes, e muito empo se passou até que fossen livremente aceitas como Consonântes. Os exemplos mais antigos do ORGANUM NOVO ainda se apoiam principalmente no uníssono, 4ª , 5ª e 8ª, mas, no século seguinte, e gradualmente aparecem com maior frequência. Cada vez mais é dado destaque ao MOVIMENTO CONTRÁRIO em exemplos subsequentes do ORGANUM NOVO.
Científicamente, isto é, de acordo com as Leis da Acústica, a CONSONÂNCIA e a DISSONÂNCIA são classificadas e distinguidas em Termos Exatos. A 4ª, 5ª e a 8ª JUSTAS são CONSONÂNCIAS PERFEITAS; as 3ª e 6ª Maiores e menores são CONSONÂNCIAS IMPERFEITAS.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

ORGANUM - PARALELO


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A vox organalis, no inicio da Idade Média geralmente ficava abaixo da vox principalis e o conceito de Consonância baseou-se em 4ªs e 5ªs paralelas. Sob as exigências do Sistema de Tetracordes e a necessidade de se evitar o Trítono, outros intervalos tornaram-se aceitáveis.
Para embelezar a harmonia desenvolvida na Idade Média uma outra voz era adicionada, que era a segunda voz acompanhante da vox principalis, na qual, iniciava e terminavam junto à tônica da escala.
Conforme a melodia vai progredindo, as notas vão se separando até alcançar intervalos de Quarta e Quinta, aonde seguem com o canto nestes intervalos de forma Paralela. Conforme as vozes vão se aproximando do final do Cantochão, as vozes também se aproximam até finalizarem a Melodia Juntas na Tônica da Escala novamente
Mas era necessário evitar o Trítono, que é o intervalo de Quarta Aumentada ou seu enarmônico Quinta Diminuta. Por exemplo o intervalo entre as notas Fá e Si, considerado Dissonante pela Teoria musical da época..


sexta-feira, 6 de maio de 2016

ORGANUM - CONTRÁRIO

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ORGANUM - Refere-se à "música consonante", usado para a polifonia Medieval. No início da Idade Média a "vox organalis" geralmente ficava abaixo da "vox principalis" e o conceito de Consonância baseou-se em 4ª e 5ª paralelas, Com a nacessidade teórica de se evitar o Trítono e as exigências do Sistema de Tetracordes, outros intervalos foram aceitos.
Com o decorrer do século foi sendo feita uma distinção entre o ORGANUM (vox organalis-melismas sobre as notas sustentadas da vox principalis) e o DESCANTE (Contraponto mais ou menos estrito nota-contra-nota).
Guido D'Arezzo ocupa-se do Organum Antigo e o inglês John Cotto, ocupa-se e certa melodia do Organum Novo.
Um manuscrito inglês chamado "Winchester Troper" (1080), prova que o Movimento Contrário estava sendo rápidamente combinado com os Antigos Movimento Paralelos e Oblíquos. Ele demonstra o movimento similar e Contrário e inclui a Terça assim como as Consonância Perfeitas. Embora as 3ª Maior e menor sejam, para nos, inteiramente Consonântes, para o músico medieval mais antigos elas eram Dissonantes.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

ORGANUM - GREGORIANO






 Todas melodias Eclesiásticas Gregorianas se organizaram dentro de um sistema organizado chamado Modos Gregos, abrangendo notas dentro de um padrão básicos para ordenar as notas da escala diatônica. Mas os modos abrangiam apênas uma linha de 1/8 cada uma e possuíam uma nota de importância Central, denominada de Dominante, na qual, fornecia uma espécie de Centro de Gravidade em torno da qual se estruturava a melodia, e uma nota chamada de Final que necessáriamente a melodia deveria se encerrar.
Mas, os compositores no século IX, deram um passo importante para o futuro desenvolvimento da música ocidental. Introduziram uma segunda linha melódica ao Canto Gregoriano.
De início essa segunda voz (avox organalis), imitava a primeira linha (voz original) nota a nota, mas sendo cantada no intervalo de uma Quarta abaixo da melodia principal, e esta técnica foi chamada de ORGANUM. Entretanto, os organas iniciavam e terminavam com ambas as linhas em Uníssono, de forma que para alcançar o intervalo de Quarta e tambem para terminar a peça era necessário um pequeno movimento não-paralelo, sendo esta a tímida origem do CONTRAPONTO.

terça-feira, 3 de maio de 2016

MODOS GREGORIANOS - (TONS DA IGREJA)





Os tons da Igreja. Essa música provinha da Antiguidade, com escalas ou, melhor, modos, que foram chamados tons da Igreja e conservaram a constituição e nomes gregos, embora, a partir de certa fase, se convertessem em seu sentido, deixando de vir do agudo para o grave, para se orientarem para o agudo.

Os modos gregorianos eram oito, quatro principais, autênticos ou autônomos:
. o dórico - partindo de ré e formado pelos intervalos que se encontram sem alteração na oitava de ré a ré
. o frígio - de mi a mi
. o lídio - de fá a fá
. o mixolídio - de sol a sol.

E quatro subordinados ou plagais, que conservam o nome dos autênticos, precedido da sílaba hipo:
. o hipodórico - partindo de lá
. o hipofrígio - partindo de si
. o hipolídio - partindo de dó
. o hipomixolídio - partindo de ré).

A tônica ou final dos modos plagais é colocada não no primeiro grau da escala tipo, mas no mesmo grau que o modo autêntico correspondente. Exemplo:  
AUTENTICO - I Dórico - Fundamental (Re a Re) - Dominante (La);
 PLAGAL       - II Hipodórico - La a La - Fundamental (Re) - Dominante (Mi).

DOMINANTE era a nota sobre a qual havia muita insistência durante a melodia. 


Os oito modos eram designados por três terminologias paralelas: protus (primeiro), autêntico (ré a ré) e protus plagal (lá a lá); deuterus (segundo), autêntico (mi a mi) e deuterus plagal (si a si); tritus (terceiro), autêntico (fá a fá) e tritus plagal (dó a dó); tetrardus (quarto), autêntico (sol a sol) e tetrardus plagal (ré a ré).

sexta-feira, 29 de abril de 2016

MODOS HIPO E MODOS PLAGAIS - DIFERÊNÇAS

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 Os Bizantinos deram o nome de PLAGAIS aos modos que correspondiam aos Modos HIPOS dos Gregos.     
Ele foram aceitos por escritores ocidentais como Boécio(475 a 520) e Alcuíno (735 a 804).
A diferença final foi a nomenclatura usada por cada por cada Modos.  
Os Modos PLAGAIS dos Bizantinos principiando uma Quarta abaixo de seus respectivos Modos (Ré-Mi-Fá-Sol) ou seja:- Hipodórico-Hipofrígio-Hipolídio-Hipomixolídio, tinham seus Modos Autênticos iniciando em Ré-Mi-Fá-Sol (Ordem Ascendente).

Os Modos HIPOS dos Gregos (Ordem Descendente) iniciavam os Modos Autênticos em Mi-Fá-Sol-Lá.
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                           

quarta-feira, 27 de abril de 2016

MODOS ECLESIÁSTICOS - PREFIXO HIPO



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 HIPO = Prefixo usado com os nomes dos Modos Eclesiásticos, para indicar suas formas Plagais, como se segue:
Hipoeólio - em Lá - âmbito Mi-Mi;
Hipodórico - em Ré - âmbito La-La;
Hipojônico - em Dó - âmbito Sol-Sol;
Hipolídio - em Fá - âmbito Do-Dó ou Dó-Ré;
Hipomixolídio - em Sol - âmbito Ré-Ré ou Dó-Mi;
Hipofrígio - em Mi - âmbito Si-Si ou La-Dó. 

Todas melodias Eclesiásticas Gregorianas se encaixam em um sistema organizado chamado de Modos Gregos
Todos os Modos abrangiam apenas a uma oitava cada um, e possuíam uma nota de im portância Central, a Dominante, que fornecia uma espécie de centro de Gravidade em torno do qual se estruturava a Melodia, e uma nota Final onde necessariamente ela deveria se encerrar.
Em algum momento do século IX, os compositores, deram um passo crucial para o futuro desenvolvimento da música do Ocidente, na qual, introduziram uma segunda linha melódica ao Canto Gregoriano.
De início essa segunda voz, a Vox Organalis, imitava a linha Original nota a nota, mas, sendo cantada no intervalo de uma Quarta abaixo de Melodia Principal e esta técnica foi chamada de ORGANUM. Entretanto, os Organas iniciavam e terminavam com ambas as linhas em Uníssono, de forma que para alcançar o intervalo de Quarta e também para terminar a peça era necessário um pequeno movimento não Paralelo, sendo esta a tímida origem do Contraponto.Os modos se dividiam em dois grupos, quatro sendo considerados autênticos e quatro deles derivados, os plagais ou falsos, que tinham a mesma final mas outra dominante e se desenvolviam dentro de uma oitava diferente. Como exemplo, o primeiro modo autêntico iniciava e terminava suas melodias na nota , sua dominante era o  uma quinta acima e se desenvolvia entre ré e ré. Seu modo derivativo, o primeiro plagal, se desenvolvia na oitava de lá a lá, tinha sua final em ré e sua dominante em . A diferença prática mais evidente entre os modos era que a posição relativa dos semitons na escala diatônica variava, o que contribuía para dar a cada modo uma atmosfera sonora especial