quinta-feira, 27 de outubro de 2016

NOMOS - COMPOSIÇÕES FIXAS - Poesia Lírica


                           

NOMOS - A poesia lírica exige uma música invariável, como a de nossas melodias e canções. Essas composições fixas têm o nome de NOMOS, palavra que, em sua acepção corrente, designa algo fixo e determinante, uma lei, uma tradição. Vário tipos de Nomos eram praticados:
- Nomos Citaródicos: cantor acompanhando-se à Cítara (ele é o próprio citaredo):
- Nomos Aulódicos: cantor acompanhado por um tocador de Aulo, ou Auleta:
- Nomos Píticos: aulo solo; verdadeiro quadros musicais, como serão mais tarde as canções de Janequin, esses nomos evocam as peripécias do combate de Apolo contra o Píton;
- Nomos Coródicos: Coros.
A se julgar pela rítmica da poesia lírica dos séculos VII e VI a.C., era certamente na canção popular dançada que Terpandro e Safo, Álcman e Estesícoro buscavam sua inspiração musical.

Ref. textos extraídos - Livro - História Universal da Música
                                  autor - Roland de Candé

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

LIRA OU KÍTARIS



LIRA ou KÍTARIS - Instrumento de cordas dos diletantes, cuja importância foi considerável na Antiguidade. Inicialmente com quatro cordas, teve em seguida sete no seculo VIII a.C., e onze século V a.C.
A Lira era o instrumento de Apolo e, com o nome de phorminx, o dos poemas homéricos.
As células características das 4 notas do "tetracordes" que correspondem aos elemenos básicos do sistema grego são às 4 notas da Lira antiga. 
A denominação dos diferentes graus era provavelmente inspirada na das cordas correspondentes da Lira. Cada grau era designado por seu nome, associado ao de seu tetracorde.

Ref. Textos extraídos - livro - HISTÓRIA UNIVERSAL DA MÚSICA
                                           Roland de Cand

terça-feira, 25 de outubro de 2016

ESCALAS - GRÉCIA ANTIGA


a)- no Doristi (Mi a Mi) e em cada um dos tetracordes do GSP (Grande Sistema Perfeito), a nota que chamamos de "sensível" está acima e não abaixo da final, criando uma atração para o grave. A inclinação da melodia antiga parece, descendente;
b)- As cordas da Lira eram contadas do Agudo para o Grave. Ainda hoje, chama-se a 4ª corda de um violino ou de um violoncelo a corda mais Grave;
c)  O sistema de notação sugere a ordem descendente.

Ref.- Extraído livro : História Universal da Música - Roland de Candé

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

MODOS GREGOS E TONS DA IGREJA

         

AUTÊNTICO (Ré a Ré) - seu relativo PLAGAL - (Lá a Lá)
       "            (Mi a Mi)  -   "      "           "        - (Si a Si)
       "             (Fá a Fá) -   "      "           "        - (Do a Do)
       "             (Sol a Sol -  "      "           "        - (Ré a Ré)
Eram numerado aos pares de derivador e derivado:

Protus    - (primeiro) -     Autêntico  (Ré a Ré)    - Protus     Plagal (Lá a Lá);
Déuterus - (segundo) -        "           (Mi a Mi)    - Déuterus     "      (Si a Si);
Tritus      - (terceiro)  -        "           (Fá a Fá)    - Tritus           "     (Do a Do);
Tétradus - (quarto)    -        "           (Sol a Sol)  - Tétradus      "      (Ré a Ré);  

Entre os Modos Gregos e os Tons da Igreja existem duas (2) diferênças:
- Nos Tons da Igreja eles já são considerados Ascendentemente com o Repouso no Grave.Talvez em virtude da predominância da melodia sôbre o rítmom tenha levado os cristãos a observar com psicologia mais hábil o dinamismo dos sistemas;
- Além dessa diferênça na Tônica, outro gráu principia dominando no Tom, é o som da sustrentação (chamado Tenor) sôbre o qual se entoa a maior parte das sílabas do texto na qual o som Tenor funciona que-nem a Dominante da Harmonia.
   

terça-feira, 18 de outubro de 2016

MÚSICA NA ANTIGUIDADE

Pouquíssimos sabemos da música da antiguidade. Fizeram-se reproduções de instrumentos e até de orquestras inteiras. Fizeram-se, também, medições para se conhecer a consonância dos instrumentos, contarm-se as cordas das liras e harpas, os orifícios dos instrumentos de sopro, precurssores das nossas flautas, oboés e trompetes, e estudou-se o efeito dos instrumentos de percussão. Mas não sabemos como era a música.
Temos conhecimento de um sábio chinês, Ling Lumm que por volta de 2500 a.C., ordenou os cinco (5) tons da música oriental, explicou-os, sistematizou-os e deu-lhes nomes estranhos. Cada um tinha o nome de uma classe social, desde o Imperador até o camponês.
Cinco (5) tons, em vez dos doze (12) tons que representam hoje o nosso sistema de música, a Escala Pentatônica, como se diz em grego, está surpreendentemente divulgada na terra inteira: na China, no Japão, na América, na Groelândia, e at[e na Europa.
Aina hoje os cinco (5) tons são característicos em grande parte do Oriente.
Ref.:- (extraído-livro)
História universal da Música-Kurt Pahlen

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

TETRACORDES - DIATÔNICO-CROMÁTICO-ENHARMONICO



O tetracorde cromático era formado por um intervalo de terça menor e dois intervalos de semitom; o tetracorde enarmônico tinha um intervalo de terça maior e dois de quarto-de-tom. O tetracorde diatônico variava de acordo com a posição do semitom, formando os subtipos dórico (semitom na base, de origem grega), frígio (semitom no centro, de origem asiática), e lídio (semitom no alto). A justaposição de dois tetracordes, ao que consta concebida por Terpandro de Lesbos, formava uma harmonia - não no sentido atual de sons simultâneos. Os tetracordes podiam, assim, ser conjuntos ou disjuntos.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

NOTAÇÃO MUSICAL GREGA

Anotação musical grega já estava firmemente estabelecida no século III a.C., mas suas origens são desconhecidas.
Atualmente sobrevivem apenas poucos mais de 60 fragmentos de obras musicais, e apenas uma peça é completa, o breve Epitáfio de Sicilo. A maior parte dos fragmentos data dos séculos II e III a.C. O mais antigo é do século V a.C., com algumas poucas notas inscritas em uma cópia da tragédia Orestes, de Eurípides.
Não parece ter sido uma escrita que indicava com precisão os valores das notas, servindo mais como auxílio mnemônico dos músicos profissionais, que estavam a par de uma sólida tradição de transmissão oral.
Havia dois tipos de notação, como já vimos: a vocal que utilizava letras do alfabeto jônico, e o instrumental empregando sinais semelhantes a letras. Além disso outros sinais como pontos e traços eram adcionados para significar modificações nos valores. Esta notação que ainda não foi bem decifrada, parece pressupor a existência de uma escala musical de duas oitavas e de um sitema semelhante em função à atual armadura de clave, que indicava qual dos modos gregos devia ser usado.
Contudo, este sistema foi fixado em manuais somente na época de Aristóxenes